MASCULINIDADES PRETAS: DO HOMEM AO AFRICANO

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O coletivo Ujima convida para a discussão das muitas as formas de exercer controle sobre as existências negras em estruturas sociais baseadas na supremacia da raça branca.

Essas mesmas formas não apenas aplicam o racismo como método de genocídio do povo preto, mas também tentam “modelar” a maneira de ser e existir enquanto negro e negra, dentro e fora de África. Um aspecto que pode ser levado em conta, dentro deste contexto de dominação, são as relações de “gênero”. Um conceito europeu e ocidental que, basicamente, define o que uma pessoa é a partir de seu corpo e de uma “bio-lógica”, que tem como principal função construir identidades e desenhar seus papeis na sociedade. 

“Homem”, “O Homem”, quem é, de fato, este Homem? Se “gênero” é uma categoria criada fora de África, por uma raça que sempre buscou dominação a partir das distinções, como ele opera dentro do povo preto após o período colonial? E antes deste período, existia o tal “Homem”? Para além dos atributos físicos, um elemento fundamental para debater e analisar o que é ser homem, a partir de uma perspectiva afrocentrada, são as masculinidades negras ou as diversas formas de “ser homem” num mundo dominado pela lógica ocidental de gênero. São muitas perguntas que levam à reflexão indispensável sobre o povo preto a partir de suas próprias categorias, existências, ancestralidades e formas de se relacionar para além da imposição colonialista. Imposição que até hoje se arrasta e prejudica a emancipação de irmãos que ainda estão presos a um modelo de “Homem” que nunca os contemplará com o que, de costume, alguns chamam de “privilégios”. 

Entre o “Homem” e o “Africano” existem diversas questão que devem ser (re)pensadas no intuito de combater masculinidades prejudiciais ao povo preto como um todo.

A roda conta com a participação de:

Vinicius Santos, membro dos coletivos Ujima Povo Preto e 21 de Novembro, graduado em ciências sociais e em jornalismo, possui linha de pesquisa em performances de gênero na diáspora contemporânea e nas tradições Afrikanas.
Tago Dahoma, graduado em ciências sociais, um homem afrikano que volta suas atenções às necessidades e interesses dos povos afrikanos, seja no continente ou diáspora.

 

Sábado, 7 de julho às 14:00

E.E. DEPUTADO PEDRO GERALDO COSTA
Rua Francisco Capara , 75, Lajeado.


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